domingo, 22 de novembro de 2009

Musa

Criada por Prometeu
És linda e serena
Como camafeu
De dimensão pequena.

Pedra preciosa
Rara, sem igual
A mais formosa
Do Chuí a Natal.

Por um momento
Hesitei em acreditar
Neste sentimento

Como posso negar
Mesmo em pensamento
Que estou a te amar?

sábado, 21 de novembro de 2009

Explicação

Não sei explicar
Se és espinafre ou kriptonita
Se és Matilda ou Anita
Se és terra ou mar.

Continuo sem rumo
Nesta nau sem capitão
Que é meu coração.
Admito e assumo.

Não sei se é certo
Não sei se é errado
Mas meu peito está aberto

Estou encantado
Pouco desperto
Lânguido e embreagado.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Revelação

Sujo como tisne
Pus-me a sentir
Perdido no lago dos cisnes
Sem saber aonde ir.

Não tinha noção
Da batalha a travar
Entre a mente e o coração
E o corpo sem acreditar.

Resolvi decretar armisticio
E fazer um tratado
Em momento propicio.

Não ficarei mais parado
No palanque do comicio
Deixarei tudo revelado.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dilema

Seria eu mais um errante
Andando por insólitas terras
Debravando mares e serras?
Ou apenas um rei de turbante

Capaz de promover paz ou guerra?
Ser um homem odioso ou amante?
Um ser agradável ou irritante?
Viver é simples: ou acerta, ou erra.

Vida sem arrenpendimento
Eu posso afirmar?
Vivo, sinto o tormento...

Penso em fugir, viajar
Para o confinamento
E, enfim, parar.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ora e horas

Tem horas que tu me deixas louco
Outras fico mesmo enamorado
Sei que podem me chamar de errado
Quando grito por ti até ficar rouco.

Tem horas que sou apenas moco
Outras sou teu namorado
Posso estar até chateado
Só não me dê mais um toco.

É estranho essa nossa variação
Ora alegres, ora enraivecidos
Poderíamos até esquecer...

Esse momento de chateação
Dos nossos sentidos
E podermos nos amar e viver.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Na terra fria

Lembro-me daquele dia
Estávamos a caminhar
Sem rumo ou lugar
Naquela terra fria.

Estávamos a sorrir
Daquelas brincadeiras
Sem pensar em modos ou maneiras
Sem saber aonde ir.

Paramos para atirar
E esquecer a dor
Doces a derrubar.

Lembranças do Gritador
Liberdade a buscar
Naquele frio com seu calor.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Soneto Jornalístico

Seria eu mais um foca
No mar das informações a navegar?
Seria eu mais um jornalista
Com um diploma a apresentar?

Existia entre nós uma crença
De um profissional qualificado
Mas o nosso sonho foi...
Tristemente usurpado.

Como resolver a situação?
Através de lei é uma resposta,
Mas unir a classe é uma aposta.

Junto a sociedade ser composta
Para ter força e mobilização.
E conseguir a solução.