sábado, 15 de novembro de 2014

Apenas mais um

A vida e o tempo nos constrói,
Reflexos do tudo e do nada,
De ações e de escolhas, cada,
Que nos faz e nos destrói.

Hoje eu vejo onde estou
E pergunto era o que queria.
Se de novo tudo eu faria,
Ou se lamento o quê o sou.

Não sei que caminho trilho,
Ou se escolho caminho nenhum.
Agora, sigo as migalhas de milho,

Até o mais distante lugar algum.
A cada dia deixo de ser filho,
Para ser apenas mais um.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Vá com Deus

Nunca quis ser chamado de poeta,
No máximo, de alguém que faz versos.
Escorrego nas palavras e nos processos,
Nem faço uma rima mais discreta.

Vejo versos ricos e pobres,
Mas somente a pobreza me restou.
Escrevo o que sinto, o que sou.
Por isso, não escrevo letras nobres.

Fico triste quando perdemos um representante,
Desses escritores da verdadeira poesia.
Que enchem nossos corações e mentes,

Da mais saudosa alegria,
Espero que parta calmamente
E obrigado por toda a magia.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Como Limo

Para que serve a religião?
Para trazer a paz espiritual,
Para nos afastar de todo mal,
Para nos dar uma razão?

Se dizes seres religioso,
Por que humilhas tanto o irmão,
Por que o ódio no teu coração?
Precisas seres rancoroso?

Se seres religioso é tratar de amor,
Por que não paras de julgar o próximo?
Por que não paras de causar dor?

Se seres verde e puro como limo,
E não queres causar desamor,
Da escolha de uma religião te elimino.

sábado, 8 de novembro de 2014

Um Monstro

Tenho um monstro dentro de mim.
É uma luta incessante a cada dia,
Vencê-la eu mais que quereria.
Em algumas batalhas, desisto enfim.

Procuro combater meu inimigo diário,
Com as mais variadas artimanhas,
E todas as forças de minhas entranhas.
Mas todo dia, sou feito de otário.

Na vida, já fiz da luta uma ambição.
Um ideal de vida, uma premissa.
Uma simples busca pela razão.

Virou algo grande, uma cobiça,
Algo que foge de qualquer explicação,
Vencer esta minha imensa preguiça.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Como me defino

Como posso me definir?
Alguém de muitos gracejos,
Incapaz de fazer molejos,
Alguém que gosta de sorrir.

Costumo contar uma piada,
Sem graça, provavelmente.
Em alguns casos uso a mente,
Mas sempre caio em uma cilada.

Procuro sempre ser amigo.
Estou pronto a ajudar,
Mas não me queira como inimigo.

Um dia penso em sair além-mar,
E do mundo, me desligo,
Com a cabeça no céu,  a viajar.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Democracia

Enquanto choras pela morte de uma esperança,
Quantos morreram pela liberdade de chorar?
Muitos e vários, culpa da intervenção militar.
Cresça, trabalhe, estude, pare de ser criança.

Na democracia, se perde, se ganhar é a verdade.
Perdendo ou ganhando que seja democrático.
Há tempos saímos do modelo do estado teocrático,
E muitos lutaram e morreram pela tal liberdade.

Em frente ao computador afirma fazer política,
Mas não sabe onde fica a câmara ou a assembleia.
Analise, refletia e observe, faça a sua crítica,

Seja ela solitária ou as vistas de uma plateia.
E observe bem ao fazer a sua retórica,
Para não serem apenas absurdas ideias.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Dúvida

Devo não entender os sentimentos,
Os meus e dos outros.
Será que sou um monstro?
Ou desconheço o sofrimento?

Fico triste, me sinto incapaz,
Mas basta um instante.
Para me levantar revigorante.
Como explico isso, rapaz?

Estranha essa capacidade.
Seria um distúrbio? Talvez.
Ou apenas uma necessidade?

Tenho dúvidas, me digam vocês:
É normal, essa habilidade,
De ser otimista toda vez?