segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Guerra particular

Entre tropas e cidadãos
Vou seguir, lutar
Se preciso me armar
Salvar a pátria com as mãos.

Todos nós somos irmãos
Deveríamos nos amar
Fortuna pode encantar
Trazer a destruição.

Devo efetuar um resgate
Do povo, da pátria
Tenha essa certeza.

Derrotar qualquer biscate
De todos esses párias
Essa é a minha fortaleza.

Gripe

Estranho sabor
Este na garganta
Bebo água santa
Evito a dor.

Mistura de cor
Vermelha tanta
Verde encanta
Esse labor.

Gosto de catarro
Sinto vontade
De me livrar

Com um escarro
Pura necessidade
De me curar.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A busca

Percorro o mundo
Passo a vislumbrar
O céu e o mar
Um pouco mais fundo.

Lugar limpo ou imundo
Quero ver, encontar
Ir a algum lugar
Jogar no São Raimundo.

Nem sequer importa
O trabalho que tenho
Que me bate a porta

Marcado em meu cenho
Com a minha boca torta
Buscar um destino venho.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Alterego

Gosto das coisas sujas
Não quero mais rimar
Abusei essa situação
Mando tudo se lascar

Quero ver o mundo
Um novo mundo viver
Descobrir o desconhecido
Fazer o proibido.

Nem sempre sai como quero
E me aparecem coisas certas
E limpas, e rimas.

Não sei o motivo
Sigo sem saber
Tenho muito a aprender

Correndo

Céu caído
Mundo ao chão
Vejo decepção
Naquele cupido.

Está sumido
Aquele coração
Dono da paixão
Sentimento esquecido.

Saio correndo
Sem rumo
Procurando esquecer

Sempre viajando
Eu sumo
Procurando vencer.

Valor

Mundo valor
Pago preço
Com apreço
Viro senhor

Vendo amor
Sumo, apareço
Passado esqueço
Sou vendedor.

Viva o Capital
Gera renda
Gera poder

Pode ser mal
Mas entenda
O valor do ser

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O celular e o mar

Consegui uma proeza
Na beira do mar
Com meu celular
Na cidade de fortaleza.

Foi uma tristeza
Consegui derrubar
Aparelho se desmontar
Fiquei na incerteza

De tê-lo perdido
De tê-lo deixado
No mar caído

Não fora esquecido
Parte ficou afogado
O resto partido.