segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Unir ou não

Olhar a imensidão e não saber
Qual é a verdadeira razão
Do afeto que nutro por você.

Não posso cogitar ou mesmo ver
Qual é a parte de mim, ou porção
Que sente isto por você.

Ainda penso em mexer
Em tudo que é sólido como o chão
E me unir a você!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Aliança

Tudo que eu fiz em um ato,
Apenas libertou a minha mente.
Bastando uma simples semente, 
A partir de um pequeno fato.
Tudo entre nós mudará, simplesmente
Ao deixá-la confusa e ausente.

Mesmo sem pensar na possibilidade,
Indico que cometi um erro.
Chego a pensar em um enterro,
Hoje ou amanhã da nossa proximidade.
Em meio a tudo que aconteceu,
Longe de mim, fazer cobrança.
Logo o que eu quero é uma aliança 
Entre você e eu.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Como bolhas

Eu ainda consigo me perder,
Em sonhos, pensamentos e desejos,
Com sentimentos ou apenas lampejos,
E lá a inatingível consigo ter.

Por mais que o semblante seja um,
E o pensamento esteja em outro lugar,
Basta um contato seu para eu encontrar
Meu lugar nenhum.

Aquele local somente meu.
Onde procuro esquecer escolhas,
E pensar em ser seu.

Quereria subir e subir como bolhas.
Para te observar do imenso e azul céu,
Mas não me deram essa escolha.

terça-feira, 16 de julho de 2013

HÁ DIAS

Há dias que acordo cedo;
Há dias acordo tarde;
Há dias que ando devagar;
Há dias eu corro;
Há dias que tenho felicidade;
Há dias estou enfurecido;
Há dias que estou satisfeito;
Há dias estou insatisfeito;
Há dias que amo minha cidade;
Há dias quero mudar para outra cidade.
Essa constante mutação há dias me incomoda;
Mas o que me resta é saber o que há;
No final de tudo, hei de aguardar.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fora do Rebanho

Ainda me irrito com o mundo
Com ações tristes e nefastas
Que da humanidade nos afasta
Mas que moram em todo mundo.

Mesmo após o banho, estou imundo
Cheio dessa sudorese, já basta!
Não pertenço a nenhuma casta,
Nem mesmo ao submundo.

Deve ser essa a motivação
Desse sentimento estranho
Em meio a toda aquela multidão

Percebo-me sentindo uma solidão.
Preciso de uma fuga do rebanho
Que forma toda essa nossa nação.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Em cena o dilema

Em uma aula de cinema
Pude pensar e saber
Como a 7ª arte pode fazer
Eu sentir um novo dilema.

Produzir e não apresentar
É o mesmo que não tê-lo feito.
Sentimento guardado no peito
Ao papel ou tela devo repassar.

Tranformar em cinema mudo
Ações que não consigo expressar
Teoria Formativa estudo

Com a realidade posso acabar
Quando o real eu reproduzo
Com letras e imagens sem parar.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Velhos e Novos Ares

Volta mais estranha não há
Do que aquela que causamos
Dizendo que nos amamos
Aqui neste lugar...

Estranheza maior em falar
Sobre pequenas lembranças
Com novas cobranças
Que não tardam a chegar...

Uma fala linda e serena
Misturada com um lindo sorrir
Dessa sua boca pequena.

Poderia correr e sair
Mas essa temperatura amena...
Não me deixa fugir.