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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fora do Rebanho

Ainda me irrito com o mundo
Com ações tristes e nefastas
Que da humanidade nos afasta
Mas que moram em todo mundo.

Mesmo após o banho, estou imundo
Cheio dessa sudorese, já basta!
Não pertenço a nenhuma casta,
Nem mesmo ao submundo.

Deve ser essa a motivação
Desse sentimento estranho
Em meio a toda aquela multidão

Percebo-me sentindo uma solidão.
Preciso de uma fuga do rebanho
Que forma toda essa nossa nação.


terça-feira, 3 de junho de 2008

Nostalgia do mundo

Sentimento bom essa nostalgia
Dentro dessa vida mundana
Dessa correria cotidiana
Calorosa fonte de anarquia.

Nostalgia que vira melancolia
Destroi toda a vida parnasiana
Tristeza essa soberana
Sobre a corrente de alegria.

Tudo deve ser dosado
Em dose certa e feito
Pois quando o mal impera

Estarás perdido e amarrado
Abandonado pelo peito
Jogado na escuridão da cratera.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Mundo mudado, deste e daquele lado

Olhava aquela janela...
Via algo, sim, não, talvez.
Lembro da cor amarela.
Foi você quem fez?
Isso mesmo, fora ela.
Naveguei, parei, em Suez.
Paz, guerra, sentinela.
Era minha vez?
Agora vejo da lapela!
Aquele tabuleiro de xadrez.
Lembro da jogada dela.
Escapava todo mês.
Ficou seqüela?
Diga-me vocês.
Sim, isso, apela.
Conte até três.
Pode sujar, bagunçar. Mela!
Não entendo, é japonês?
Digo sim, farei dela...
Rainha do rei escocês.
Que não precisa deste fela.