Não aguento mais essa situação
De chegar todo suado do azulão
Desço sempre triste e amarrotado
Culpa desse ônibus lotado.
Passo 30 minutos em pé esperando
E as vezes, ele acaba não parando.
Tá tão lotado que ele me esquece
Só pára quando alguém desce.
É uma tremenda confusão
Não posso nem tirar meu pé do chão
Não consigo lugar para me segurar
Pois não tem mais lugar para, a mão, colocar.
Para quê pago a condução?
Se não me dão apenas uma opção.
O azulão termino pegando
Porque não existe outro, na minha linha, passando.
Mas nem sempre consigo chegar,
Pois quando está muito lotado ele resolve não parar.
Oh! Situação do inferno!
Por isso, com a van eu alterno.
Agora, pretendo perguntar
Que alternativa é essa inventaram de criar?
Como é que criam esse transporte alternativo
Se ninguém tem lugar cativo.
Quase não existe onde sentar
Muito menos ferro para se segurar.
É queda na certa,
Ainda mais quando a porta está aberta.
Esse é o meu transporte coletivo
Feito de ônibus e alternativo
Não importa em qual eu vou chegar
Eles irão me decepcionar.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Quando comecei a falar
Nem todos os dias são iguais
Uns felizes, outros infelizmente.
Coisas de indivíduo sapiente
Ao relembrar da vida e seus anais.
Dizia que não faria isso, jamais.
Me pego fazendo sempre, atualmente.
Está enraizado aqui na mente
Me livrar disso, nunca mais.
Atrevo-me, agora, a falar na certeza
Pois perdi muito, talvez tudo
Desde que abandonei a pureza.
Divertia-me com minha destreza
De fingir-me ser apenas um mudo
Como era divertido, uma beleza.
Uns felizes, outros infelizmente.
Coisas de indivíduo sapiente
Ao relembrar da vida e seus anais.
Dizia que não faria isso, jamais.
Me pego fazendo sempre, atualmente.
Está enraizado aqui na mente
Me livrar disso, nunca mais.
Atrevo-me, agora, a falar na certeza
Pois perdi muito, talvez tudo
Desde que abandonei a pureza.
Divertia-me com minha destreza
De fingir-me ser apenas um mudo
Como era divertido, uma beleza.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Esperar sentado
Quero mais que tudo exploda
Chega de ouvir todos reclamando
Chega de ouvir alguém chorando
Vou sentar e tomar uma soda.
Não ligo mais se querem brigar,
Discutir política ou movimento social
Saí dessa, não quero ser o sujeito ideal
Quero apenas parar e sentar.
O mundo é habitado por 6 bilhões
Não sou herói, muito menos salvador
Nem mato a fome, muito menos curo a dor.
Por isso, não me venham com seus sermões.
Parei de correr atrás da vida,
Se ela quiser algo de mim, que venha
Pode furar a fila, sem senha
Afinal, ainda é querida.
Chega de ouvir todos reclamando
Chega de ouvir alguém chorando
Vou sentar e tomar uma soda.
Não ligo mais se querem brigar,
Discutir política ou movimento social
Saí dessa, não quero ser o sujeito ideal
Quero apenas parar e sentar.
O mundo é habitado por 6 bilhões
Não sou herói, muito menos salvador
Nem mato a fome, muito menos curo a dor.
Por isso, não me venham com seus sermões.
Parei de correr atrás da vida,
Se ela quiser algo de mim, que venha
Pode furar a fila, sem senha
Afinal, ainda é querida.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Ações do tempo
Quisera eu percorrer ao lado teu
Mas uma peça me pregou o tempo, maldito
Tratou de deixar tudo distante
Ou seria distante de tudo? Seria?
Certo de que tudo, deixou de ser tudo
Resumindo-se a nada
Esperei muito, a beira da estrada
Para passar o tempo, joguei ludo
Não adiantou enganá-lo, nada mudaria
Mesmo que em outra terra eu fosse habitante
Perderia a magia, perderia o sentido, agora dito:
Acabou! O encanto, enfim, se perdeu.
Mas uma peça me pregou o tempo, maldito
Tratou de deixar tudo distante
Ou seria distante de tudo? Seria?
Certo de que tudo, deixou de ser tudo
Resumindo-se a nada
Esperei muito, a beira da estrada
Para passar o tempo, joguei ludo
Não adiantou enganá-lo, nada mudaria
Mesmo que em outra terra eu fosse habitante
Perderia a magia, perderia o sentido, agora dito:
Acabou! O encanto, enfim, se perdeu.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Partida
Parto, correndo e sempre chego.
Não importa por onde devo pisar
Sempre em passadas rápidas vou chegar.
Mesmo que tenha que pisar em meu ego.
Falo mentiras, trapaceio, não nego,
Mas minhas metas devo alcançar.
Não importa por onde eu vá passar.
Se for preciso fecho os olhos, fico cego.
Na guerra toda estratégia é válida.
Desde que não perca minha crença
Conseguirei preservar minha vida.
Mesmo que não encontre saída
Existe sempre uma esperança
Até a minha última partida.
Não importa por onde devo pisar
Sempre em passadas rápidas vou chegar.
Mesmo que tenha que pisar em meu ego.
Falo mentiras, trapaceio, não nego,
Mas minhas metas devo alcançar.
Não importa por onde eu vá passar.
Se for preciso fecho os olhos, fico cego.
Na guerra toda estratégia é válida.
Desde que não perca minha crença
Conseguirei preservar minha vida.
Mesmo que não encontre saída
Existe sempre uma esperança
Até a minha última partida.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Terra Brasilis
Onde tem o melhor da bola e do carnaval
Praia e sol, mulher toda hora
Seja em casa, na sala, ou lá fora
Mulher pelada aqui é natural.
Basta andar pela rua para vir o bacanal
Pai com filha, sogro com nora
Quem não é daqui não vai embora
Nesta terra nada é chato nem habitual.
A paisagem caracteriza o ambiente
Num misto de beleza e formosura
Numa terra de clima quente.
O povo a sorrir, muito contente
Com o país e sua estrutura
É o mundo que eles criam, pra gente.
Praia e sol, mulher toda hora
Seja em casa, na sala, ou lá fora
Mulher pelada aqui é natural.
Basta andar pela rua para vir o bacanal
Pai com filha, sogro com nora
Quem não é daqui não vai embora
Nesta terra nada é chato nem habitual.
A paisagem caracteriza o ambiente
Num misto de beleza e formosura
Numa terra de clima quente.
O povo a sorrir, muito contente
Com o país e sua estrutura
É o mundo que eles criam, pra gente.
Nota de abertura
Um poeta não fala bem em momento de alegria.
Oscar Wild, no passado, assim dizia.
Pois como falar de amor e felicidade
Se vivemos isso, na realidade.
É difícil expressar sentimentos que vivemos
Mais fácil é expressar aqueles que queríamos.
Dessa forma, fábulas escrevo.
Nelas nada nego, nem devo.
Oscar Wild, no passado, assim dizia.
Pois como falar de amor e felicidade
Se vivemos isso, na realidade.
É difícil expressar sentimentos que vivemos
Mais fácil é expressar aqueles que queríamos.
Dessa forma, fábulas escrevo.
Nelas nada nego, nem devo.
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