O ano passou
O número trocou
O vento chegou
O clima mudou.
Quem foi, voltou
Quem pode, mudou
Quem não, ficou
Quem sabe, passou.
Cada caso é mais um
Cada acaso, acontece
Cada final é algum.
Após a noite, amanhace
E de pé, ninguém, nenhum
A vida continua, amadurece.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Em apenas um instante
Naquela noite clara
Abri uma ferida
Na história da minha vida
Que vem e pára.
No instante de cara
Vi besteira não contida
Por mais que lamente a ida
A ferida um dia sara.
Agindo de uma vez
De modo precipitado
Toquei a tua tez.
Por um instante, estive errado
Para evitar o talvez
Agora, estou aqui sentenciado
Abri uma ferida
Na história da minha vida
Que vem e pára.
No instante de cara
Vi besteira não contida
Por mais que lamente a ida
A ferida um dia sara.
Agindo de uma vez
De modo precipitado
Toquei a tua tez.
Por um instante, estive errado
Para evitar o talvez
Agora, estou aqui sentenciado
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Momento atual
Vá, pegue, pare, vote, corra
Não seja cego, nem tolo
Espere a festa, coma do bolo
Aproveite, só não morra.
Cuidado, a roupa borra
De dinheiro e rolo
No governo, colo
Do povo, torra.
É festa, pula
Música, no gabinete.
Não seja mula
Não perca o banquete
Do papai Lula
No palacete.
Não seja cego, nem tolo
Espere a festa, coma do bolo
Aproveite, só não morra.
Cuidado, a roupa borra
De dinheiro e rolo
No governo, colo
Do povo, torra.
É festa, pula
Música, no gabinete.
Não seja mula
Não perca o banquete
Do papai Lula
No palacete.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Partiu antes de existir
Se tiveres uma idéia bem bolada.
Pessoa trate de ficar calada,
Pois falar criará pra ti uma cilada.
Roubam-te na calada.
Sem te dizeres nada.
Seja calouro ou veterano.
Não importa a festa de cada.
Vão te colocar numa roubada.
Para que serves uma idéia apreciada?
Se a usam antes de tu vires realizada.
Essa história de idéia criada.
Seja calouro ou veterano.
É decepcionante ser narrada.
Não irei mesmo aparecer, não é piada.
Podes questionar a minha decisão tomada,
Mas não podes questionar a idéia levada.
Desde que a realização começou a ser divulgada.
Seja calouro ou veterano.
Acredito sim, que a tua atitude foi errada.
Não importa a nova morada.
A imagem que tu deixas revelada,
Não é a melhor que terei de ti guardada.
Desculpe ser sincero, mas não fique abalada.
Pessoa trate de ficar calada,
Pois falar criará pra ti uma cilada.
Roubam-te na calada.
Sem te dizeres nada.
Seja calouro ou veterano.
Não importa a festa de cada.
Vão te colocar numa roubada.
Para que serves uma idéia apreciada?
Se a usam antes de tu vires realizada.
Essa história de idéia criada.
Seja calouro ou veterano.
É decepcionante ser narrada.
Não irei mesmo aparecer, não é piada.
Podes questionar a minha decisão tomada,
Mas não podes questionar a idéia levada.
Desde que a realização começou a ser divulgada.
Seja calouro ou veterano.
Acredito sim, que a tua atitude foi errada.
Não importa a nova morada.
A imagem que tu deixas revelada,
Não é a melhor que terei de ti guardada.
Desculpe ser sincero, mas não fique abalada.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Mundo mudado, deste e daquele lado
Olhava aquela janela...
Via algo, sim, não, talvez.
Lembro da cor amarela.
Foi você quem fez?
Isso mesmo, fora ela.
Naveguei, parei, em Suez.
Paz, guerra, sentinela.
Era minha vez?
Agora vejo da lapela!
Aquele tabuleiro de xadrez.
Lembro da jogada dela.
Escapava todo mês.
Ficou seqüela?
Diga-me vocês.
Sim, isso, apela.
Conte até três.
Pode sujar, bagunçar. Mela!
Não entendo, é japonês?
Digo sim, farei dela...
Rainha do rei escocês.
Que não precisa deste fela.
Via algo, sim, não, talvez.
Lembro da cor amarela.
Foi você quem fez?
Isso mesmo, fora ela.
Naveguei, parei, em Suez.
Paz, guerra, sentinela.
Era minha vez?
Agora vejo da lapela!
Aquele tabuleiro de xadrez.
Lembro da jogada dela.
Escapava todo mês.
Ficou seqüela?
Diga-me vocês.
Sim, isso, apela.
Conte até três.
Pode sujar, bagunçar. Mela!
Não entendo, é japonês?
Digo sim, farei dela...
Rainha do rei escocês.
Que não precisa deste fela.
Vinte e um da vida
Corra, corra, sem olhar para trás
Procure não falhar.
Ela o persegue, cada vez mais
Nunca pense em parar,
Mas não adianta fugir
Vai tentá-la enganar,
Vai tentar mentir.
Esteja a andar
Mantendo a mente aberta.
Procure não se precipitar,
Mas uma coisa é certa.
Vai precisar fingir.
Mantenha-se alerta,
Para poder sentir
A opção a ser escolhida
O caminho a seguir.
Durante a vida,
Mesmo que tarde.
Quando perceber a sua sorte,
Mesmo que a passagem arde,
Estará no braço da morte.
Procure não falhar.
Ela o persegue, cada vez mais
Nunca pense em parar,
Mas não adianta fugir
Vai tentá-la enganar,
Vai tentar mentir.
Esteja a andar
Mantendo a mente aberta.
Procure não se precipitar,
Mas uma coisa é certa.
Vai precisar fingir.
Mantenha-se alerta,
Para poder sentir
A opção a ser escolhida
O caminho a seguir.
Durante a vida,
Mesmo que tarde.
Quando perceber a sua sorte,
Mesmo que a passagem arde,
Estará no braço da morte.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Um paradoxo
No leito de sono, de morte
Lembranças sonhadas, outras vividas
Situações odiadas, outras queridas
Tiveram a sua própria sorte.
Manter mente e corpo forte
Em situações não resolvidas
Para não ter dores, nem feridas
Na pele e no córtex, um corte.
Não há lugar seguro
Onde podemos nos esconder
Seja no claro ou no escuro.
Temos que enfrentar, conhecer
O mundo, o quê procuro
É assim, que devemos viver.
Lembranças sonhadas, outras vividas
Situações odiadas, outras queridas
Tiveram a sua própria sorte.
Manter mente e corpo forte
Em situações não resolvidas
Para não ter dores, nem feridas
Na pele e no córtex, um corte.
Não há lugar seguro
Onde podemos nos esconder
Seja no claro ou no escuro.
Temos que enfrentar, conhecer
O mundo, o quê procuro
É assim, que devemos viver.
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